O pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (União Brasil), afirmou que a governadora Raquel Lyra (PSD) defendeu a manutenção de três pré-candidaturas ao Senado na base governista durante reunião realizada na quinta-feira (23), em meio ao impasse envolvendo a federação União Progressista. Segundo ele, ao Jamildo.com, durante o evento de lançamento de candidatura de Daniel Coelho à Câmara Federal, a proposta é manter seu nome, o do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e o do deputado federal Túlio Gadelha (PSD) na disputa.
No mesmo dia, a governadora deu um café da manhã com deputados e prefeitos do Progressistas. O encontro ocorreu em meio às negociações para a formação da chapa majoritária da reeleição de Raquel Lyra. A definição da candidatura ao Senado tornou-se um dos principais entraves da base governista, especialmente após a federação União Progressista adiar sua convenção para o último dia do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.
Nos bastidores, aliados avaliam que a governadora busca construir um entendimento antes da convenção do PSD, prevista para o dia 2 de agosto, para evitar chegar ao evento sem uma composição definida para a chapa majoritária.
Miguel afirmou que a estratégia apresentada por Raquel Lyra é preservar todas as pré-candidaturas neste momento, sem vetos internos.
“O que Raquel disse hoje foi de forma muito transparente, que tem espaço para todos nós sermos candidatos. Tem espaço para mim, tem espaço para Túlio, tem espaço para o próprio Eduardo. O que não pode ter é veto ou querer tirar um, quem quer que seja. Acho que tem que estar todo mundo na mesma sinergia, remando junto, para poder reeleger Raquel e, com isso, a gente poder eleger os dois senadores“, declarou ao site Jamildo.com.
Miguel busca apoio dos partidos
Durante a entrevista, Miguel Coelho afirmou que pretende trabalhar para ampliar o apoio à sua pré-candidatura entre os partidos que integram a base da governadora. Segundo ele, uma campanha ao Senado exige articulação em todo o estado e compromisso com os desafios de Pernambuco.
“Estou trabalhando para ter o apoio não só do PP, mas do PSD, do Podemos, do Avante, de todos os partidos. Acho que a campanha do Senado, a campanha majoritária, tem que ter muita responsabilidade. A gente tem que pensar em Pernambuco inteiro. A gente sabe que o nosso estado tem muitos desafios, muitos problemas a serem superados“, comentou.
Ele acrescentou que confia na capacidade de articulação política da governadora e justificou esse entendimento como um dos motivos para integrar o grupo político de Raquel Lyra.
Diálogo com Eduardo da Fonte
Questionado sobre a relação com o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual do Progressistas e também pré-candidato ao Senado, Miguel afirmou que não conversou com o parlamentar na quinta-feira, mas disse que o relacionamento entre ambos permanece respeitoso.
Segundo o ex-prefeito de Petrolina, a disputa por espaço dentro da chapa é legítima e caberá ao eleitor definir o resultado da eleição.
“Nossa conversa sempre foi muito cordial, muito tranquila, respeitosa, até porque ambos os projetos são legítimos. Eu não sou contra a candidatura de Dudu, como também espero que ele não seja contra a minha. Quem decide mesmo é o voto, é o povo no dia da eleição. Tentar fazer uma antecipação disso acho que é prematuro e ruim para o processo democrático“, declarou.
Ao comentar a reunião promovida pela governadora, Miguel confirmou que a proposta apresentada foi manter os três nomes na disputa. “Foi isso que a governadora propôs, tanto para a bancada quanto para os prefeitos do PP. Ela já tinha sondado isso comigo e com Túlio, e a gente disse que, por nós, não havia problema, desde que fosse algo que pudesse agregar ainda mais para o projeto de reeleição dela“, finalizou.





