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Túlio Gadelha defende voto “Luquel”, critica PSB e revela diferencial na disputa ao Senado

Túlio Gadelha defende voto “Luquel”, critica PSB e revela diferencial na disputa ao Senado

Fechando as entrevistas iniciais com pleiteantes ao Senado antes do início da campanha eleitoral oficial, o deputado federal Túlio Gadelha (PSD) é o convidado do PodJá-O Podcast do Jamildo deste sábado (15). 

Durante o encontro, o candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) defendeu seu nome em meio aos diversos pleiteantes na coligação ao dizer que tem o diferencial de ser o único na disputa que apoia Raquel e Lula abertamente. 

A visita do político aos estúdios do PodJá ocorreu na mesma semana em que se especulava que o deputado federal desistiria da disputa. A entrevista ocorreu um dia antes dos comentários mais fortes sobre uma desistência. 

O episódio completo com Túlio Gadelha estará disponível no canal do Jamildo.com no YouTube e nas plataformas de áudio. Clique no sininho para receber a notificação quando começar a estreia. 

A defesa da tese do voto “Luquel”

Ao justificar a presença na chapa governista, o parlamentar afirmou que as ações do governo estadual seguem as diretrizes do Palácio do Planalto e buscam atender a população de baixa renda. Ele apontou que a sua candidatura representa a união formal entre a gestão estadual e o presidente da República.

Raquel faz como Lula faz. E quem vota em Lula tá começando a entender isso agora. Lula precisa de uma aliada como Raquel. Eu sou o único que tem a capacidade de construir essa ponte entre Raquel e Lula“, declarou o deputado federal.

Gadelha rejeitou as críticas da senadora Teresa Leitão (PT), também no PodJá, e afirmou que as alianças partidárias não anulam a percepção popular sobre as obras e os investimentos estaduais. O pré-candidato apontou a entrega de títulos de posse, o programa de cozinhas comunitárias e as obras de segurança hídrica como comprovação do alinhamento entre as duas gestões.

Críticas ao PSB e saída do PDT

O deputado relembrou o histórico de filiações e acusou o PSB de atuar nos bastidores para inviabilizar a sua candidatura à Prefeitura do Recife na eleição municipal de 2020. Na época, o partido retirou o apoio ao seu nome após entendimentos das cúpulas nacionais das legendas em outras capitais do país.

O PDT construiu um acordo para que eu não disputasse aquela eleição. O PSB ameaçou não dar apoio à Juliana Brizola em Porto Alegre, ameaçou retirar o apoio à Marta Rocha no Rio de Janeiro e a Sarto em Fortaleza se eu fosse candidato a prefeito no Recife“, relembrou.

Túlio Gadelha afirmou que o grupo político socialista manteve um modelo oligárquico de poder ao longo dos últimos mandatos estaduais. Ele defendeu que a governadora quebrou esse ciclo ao descentralizar os recursos estaduais para municípios do interior.

O poder, Jamildo, não pode ser herdado como um patrimônio. Esse grupo hegemônico precisa entender que Pernambuco não tem dono, que o estado de Pernambuco é do povo de Pernambuco e o povo sabe escolher“, disparou.

Fim da escala 6×1 e postura no Senado

Ao avaliar a rotina do Senado, Túlio Gadelha cobrou mais rapidez na votação de projetos sociais e na pauta dos trabalhadores. Ele citou a proposta que pede o fim da escala de trabalho 6×1 e criticou a demora no andamento do texto.

Se eu tivesse no Senado, eu já estaria enfrentando o presidente Davi Alcolumbre por não ter colocado isso em pauta. Não é possível que um projeto como esse dependa da sua boa vontade e você tá sentado em cima desse projeto“, afirmou.

O deputado também comentou sobre os embates entre parlamentares e o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele rejeitou discursos de pedidos de impeachment contra magistrados da Suprema Corte em plataformas eleitorais, afirmando que essas medidas geram instabilidade institucional e desviam o foco de debates sobre emprego e renda.

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