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Vereador suspeito de agredir três mulheres em Arcoverde, no Sertão, se pronuncia sobre o caso: “Perseguição”

Vereador suspeito de agredir três mulheres em Arcoverde, no Sertão, se pronuncia sobre o caso: “Perseguição”

O vereador Luciano Pachêco (MDB), da cidade de Arcoverde, no Sertão, se pronunciou, nesta terça (18), sobre o caso no qual é suspeito de agredir três mulheres após um show de São João, em junho do ano passado. A matéria foi dada em primeira mão pelo Diario de Pernambuco na segunda (17).

Em postagem no perfil oficial no Instagram, o candidato a deputado federal postou uma imagem com o texto: “A perseguição contra Luciano Pacheco não tem limites”.

Em nota oficial enviada ao Diario, o vereador negou as acusações de agressão contra as produtoras e afirmou ter recebido a matéria com “surpresa”.

Ele disse que, até o momento, nunca foi intimado, notificado ou formalmente chamado pelas autoridades para apresentar sua defesa no Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) registrado na ocasião.

Segundo Pachêco, a veiculação das denúncias traz “profunda estranheza” pela veiculação logo após o lançamento da candidatura dele a deputado federal.

“Repudio qualquer forma de violência contra a mulher. Em mais de 50 anos de vida, jamais me envolvi em qualquer episódio dessa natureza”, declarou o vereador.

O parlamentar ressaltou também que não existe denúncia formal oferecida pelo MPPE ou condenação contra ele, e pontuou que sua defesa técnica adotará as medidas cabíveis para acompanhar os autos.

O candidato a deputado federal enfatizou que existem registros em vídeo da noite do evento, que considera fundamentais para demonstrar a real dinâmica dos fatos.

“Não deixarei de questionar as circunstâncias e o momento em que essas acusações estão sendo trazidas novamente à tona”, completou.

Entenda

Luciano Pacheco é suspeito de agredir três produtoras após um show de Wesley Safadão no São João de Arcoverde, no Sertão, em 26 de junho de 2025.

Diario teve acesso ao Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) registrado na ocasião. A Polícia Civil do Estado de Pernambuco (PCPE) registrou o caso como lesão corporal e vias de fato, conforme consta no documento.

Segundo depoimentos das produtoras, o vereador teria tentado forçar entrada no camarim do artista para tirar fotos. Um homem que acompanhava o político estaria, ainda, tentando gravar dentro do recinto onde estava o cantor.

A equipe não permitiu a entrada deles e a gravação indevida do local. Após isso, teriam ocorrido ofensas verbais e agressões físicas contra as três mulheres, que tinham 41, 34 e 19 anos à época. A mais jovem estava grávida, de acordo com os autos.

À época, Pachêco era presidente da Câmara Municipal. Ele teria segurado o braço de uma das produtoras “com muita força, apertou e ficou chacoalhando”, consta no depoimento.

A vítima teria pedido que ele a soltasse, mas ele respondeu gritando que “ninguém sabia quem ele era”, que era “presidente da câmara de vereadores” e “mandava no local”. Além disso, também teria ofendido verbalmente a produtora, utilizando palavras de baixo calão, entre elas, “vagabunda”.

Exames de corpo de delito do IML comprovaram lesões como inchaço e escoriações em duas das vítimas.

O caso foi remetido ao Judiciário e, em maio deste ano, teve vista aberta à 3ª Promotoria de Justiça de Arcoverde do MPPE, que avalia a apresentação de denúncia, transação penal ou arquivamento. Procurado, o MPPE informou que o procedimento tramita em sigilo.

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