Home / Política / Deputado federal do PL vira réu no STF após desejar morte de Lula

Deputado federal do PL vira réu no STF após desejar morte de Lula

Deputado federal do PL vira réu no STF após desejar morte de Lula

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)tornou, na terça-feira (18), por unanimidade, o deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES), por ter desejado a morte do presidente Lula (PT) durante sessão da Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados no dia 8 de abril de 2025. 

O inquérito chegou à Suprema Corte por denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Além do “desejo da morte do presidente“, o órgão apontou ofensas difundidas pelo parlamentar no ambiente digital, no qual Gilvan teria chamado o petista de “ex-presidiário” e “descondenado”, entre outras ofensas. 

“Eu quero mais que o Lula morra, quero que ele vá para o quinto dos infernos, é um direito meu. Não vou dizer que eu vou matar cara, mas eu quero que ele morra, que vá para o quinto dos infernos. Nem o diabo quer o Lula, por isso que ele está vivendo aí. Superou o câncer. Tomara que ele tenha uma taquicardia, porque nem o diabo quer a desgraça desse presidente que está afundando o país. Quero mais que ele morra mesmo”, afirmou Gilvan, durante discurso na Câmara.

Carmem Lúcia é a relatora e afastou a aplicação da imunidade parlamentar ao deputado. Segundo ela, a divulgação do conteúdo fora do Congresso desconfigura entendimento do STF sobre imunidade a opiniões, palavras e votos pronunciados dentro da Casa.

Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraesacompanharam o raciocínio da jurista. Ex-advogado do presidente, Cristiano Zanin se absteve da votação, devido a serviços já prestados a Lula. 

Em nota, Gilvan da Federal questionou o procedimento do STF, alegando que só teve ciência da ação por conta de vazamentos jornalísticos. Ele também afirmou que o tribunal impôs que sua defesa fosse feita somente em Brasília, “impedindo acesso eletrônico a um processo sigiloso”

A defesa do deputado ainda questionou a dispensa da imunidade parlamentar e destacou que o parlamentar se retratou publicamente após o caso. “Menos de 24 horas após o ocorrido, o Deputado Gilvan subiu à tribuna do Plenário da Câmara para retratar-se pública e espontaneamente quanto a excessos de ordem moral e cristã, afastando categoricamente qualquer dolo de ofensa pessoal”, escreveu a defesa. 

“O Gabinete Parlamentar informa que a assessoria jurídica constituída já está adotando todas as providências processuais cabíveis junto ao Supremo Tribunal Federal para arguir a nulidade absoluta do julgamento clandestino, garantir a liberação do acesso eletrônico integral aos autos e restabelecer as garantias constitucionais do mandato legitimamente outorgado pelo povo capixaba”, afirmou a equipe do deputado.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *