A governadora Raquel Lyra (PSD) se pronunciou sobre a reportagem da Record TV que alega uma correlação entre veículos que receberam recursos de publicidade do Governo de Pernambuco e perfis que divulgariam desinformações contra adversários da governadora.
A fala da gestora ocorreu para o Jornal do Commercio, durante panfletagem no Derby, Centro do Recife, nesta quarta-feira (26).
Raquel afirmou que sofreu muitas violências desde a campanha para o governo em 2022, durante a gestão e agora na campanha. A governadora disse que busca os meios legais para responder aos ataques que sofre, criticou o PSB por, segundo ela, ter velhas práticas políticas e disse que não faria política dessa forma.
“Colocamos ações no Tribunal Regional Eleitoral, no Tribunal de Justiça, aqueles que nós entendemos que violentam a nossa honra, nós estamos acionando criminalmente, punilinização civil também. Agora o fato é, vocês conhecem muito bem as velhas práticas que, infelizmente, hoje o PSB lidera. E se apresentando como nova política, eu não faço política desse jeito“, disse.
Raquel falou indiretamente sobre a reportagem ao dizer que a imprensa tem um papel fundamental nos rumos de Pernambuco e que precisam cuidar para “não se deixar publicar ou colocar informações que não são verídicas“. A gestora deu a entender que deve se defender na Justiça.
“Para mim a eleição não é um vale tudo. Eu não me abro mão dos valores que me trouxeram até aqui, de defesa incansável da democracia, de quem veio antes de nós. […] As provocações chegam, eu estou com o pé no chão, trabalhando sério, olhando para a população, colocando o coração no trabalho e entregando para o nosso povo. E vai ser assim durante a nossa campanha: governando, entregando e conversando com as pessoas sobre o futuro“, concluiu.
Entenda reportagem sobre suposto envolvimento com perfis de ataques a João Campos
A reportagem da Record TV de terça-feira (25) alega que o Governo de Pernambuco na gestão de Raquel Lyra repassou cerca de R$ 180 mil em publicidade institucional para a empresa responsável pelo site Portal de Prefeitura.
O material exibiu a gravação de um servidor federal cedido ao Estado e ex-sócio da empresa afirmando em reunião que atuava para enfraquecer a imagem política de João Campos desde o fim da eleição municipal de 2024.
Após a veiculação da matéria, João Campos publicou um vídeo acusando a gestão estadual de manter uma rede de difamação digital e declarou que acionará a Justiça Eleitoral e os órgãos de controle.
Em resposta, a Secretaria de Comunicação do Estado (Secom-PE) informou que a contratação de mídia segue critérios técnicos de agências licitadas, correspondendo o valor a cerca de 0,3% do total de publicidade do Estado em 2026. A campanha de Raquel Lyra afirmou que faz campanha aberta com base em obras e acusou o adversário de criar versões.
O Portal de Prefeitura também divulgou nota negando a publicação de desinformação ou ligação com redes de ataques virtuais. O veículo declarou que os contratos de publicidade cumprem regras legais de audiência e afirmou que o servidor citado na reportagem deixou a sociedade da empresa em 2024, sem vínculo com as decisões atuais da página.





